Vermelho-Amor

HISTÓRIAS ERÓTICAS PARA MULHERES LIVRES. SE INSPIRE E DESPERTE A SUA IMAGINAÇÃO PARA SENTIR NA INTENSIDADE QUE VOCÊ DESEJA. CONTOS PARA GOZAR, SE DELEITAR. NA VIDA, NO QUARTO E NA CAMA.

Vermelho é a cor que usam para ilustrar fogo e paixão. É a cor de lingeries escolhidas para comunicar vontade. É a cor que escolhi para meus cabelos e unhas para expressar meu ascendente em Áries. Vermelho é a cor de nosso sangue que, correndo por nossas veias e úteros, coloca nosso corpo em movimento. Se é algo tão natural e que representa tanto nossa força de ação, por que deveríamos excluir de nossos dias vermelhos o nosso prazer? 

Deitada em minha cama, acordando de um cochilo da tarde, penso nisso tudo enquanto sinto tesão. Bem aquele tesão que bate por tédio, sabe? Enquanto isso, na sala, meu namorado assiste a qualquer coisa na TV, e, por estarmos os dois de folga, vejo essa como uma oportunidade perfeita para provocar. 

— Amorrrr, vem cá... — com a voz manhosa de quem acordou de um cochilo, eu o chamo, e ele atende, preparado para abracinhos e beijos preguiçosos. Mas minhas intenções são outras. 

Meu quarto está tomado pelo sol da tarde que entra pelas cortinas, deixando o clima com um ar meio surreal, meio de sonho, e, quando ele se aproxima da cama e seu corpo também é iluminado pela luz ali de dentro, sinto que estou um pouco ainda sonhando do cochilo. 

Enquanto ele me abraça para lidar com minha manha, ajeito o corpo com maldade, de maneira que nos encaixamos com os quadris bem próximos e colados. Assim, os beijinhos carinhosos no pescoço tomam logo outro significado quando começo a pressionar minha vulva contra ele e o abraço, agora, com as pernas. Essa aproximação é um de nossos tantos sinais que, na intimidade, significam desejo, e ele me olha com cara de safado confirmando a informação. “Acordou com tesão, é?” – minha resposta vem acompanhada de uma mordida involuntária nos lábios e uma rebolada: “Sim”.

Dali por diante, nossos corpos seguem uma dança única de roçadas e sarradas em uma provocação adolescente deliciosa. Ainda deitado por cima de mim, ele tira minha camisa (que, na verdade, é sua), me deixando só de calcinha menstrual, e beija meus peitos bem devagar, alternando com as mordidinhas que tanto gosto e me arrancando suspiros de tesão. Enquanto isso, pressiono ainda mais os quadris contra os dele e sinto que, além de molhada de menstruação, estou também molhada dos fluidos de um tesão que só cresce. 

Na medida em que ele passeia pelo meu corpo com a boca, sigo um vai e vem de quadris, esfregando minha buceta por onde vou conseguindo, dependendo de sua posição. Assim, por cima da calcinha mesmo, eu dou os primeiros gemidos de tensão, enquanto me pressiono contra seu corpo em movimentos que só vão fazendo meu ventre querer explodir. 

Ele percebe que estou tomada pela delícia de seus beijos e segue abaixando ainda mais com a boca até a minha vulva.

— Estou menstruada, se você... — antes de completar a frase, sou interrompida com a impaciência de quem está muito decidido em seu caminho: “Não ligo”.

O som da última palavra já sai abafado pela aproximação de seus lábios com os meus, e não contenho outro gemido pelo tesão que essa atitude tão decidida me causa. E, assim, sigo rebolando em sua língua, pressionando meus quadris contra seu rosto enterrado em minha buceta completamente molhada, entregue, sem medo do vermelho-amor, até que, com pressa e vontade de avançar ainda mais, eu me estico em meio à sua chupada para alcançar a toalha na cadeira ao lado da cama. Enquanto a coloco debaixo dos quadris, vou anunciando:

— Quero seus dedos dentro de mim.

Ele ri porque seus dedos já percorreram esse caminho outras vezes e ele sabe bem do que são capazes de provocar. Daí ele se ajeita, segue com a língua, agora mais suave, e me penetra só na entradinha, com os dedos fazendo um gesto de “vem cá”. Daqui em diante, o vermelho vai descer de acordo com meu prazer. 

A euforia do tesão inicial agora vira delicadeza. Porque meu prazer em dias assim é mais sutil e segue um ritmo diferente do tesão, antes de desaguar de vez. 

Se você pudesse assistir a essa cena, veria uma dança de dedos e língua.

Um quadril rebolando de leve.

Suave.

De um orgasmo que chega sendo suave coisa nenhuma e me lembrando das selvagerias que acontecem nas suavidades.

Nas brechas e nos tédios de uma tarde vermelha assim – que é a cor da ponta de seus dedos e dos desenhos que existem agora na toalha que coloquei embaixo dos quadris. 

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