Sexting entre amigos

HISTÓRIAS ERÓTICAS PARA MULHERES LIVRES. SE INSPIRE E DESPERTE A SUA IMAGINAÇÃO PARA SENTIR NA INTENSIDADE QUE VOCÊ DESEJA. CONTOS PARA GOZAR, SE DELEITAR. NA VIDA, NO QUARTO E NA CAMA.

“Chegou bem? Tô aqui pensando em você...”

Esfrego os olhos enquanto leio a mensagem na tela do celular e tento me localizar no espaço-tempo. Cheguei de viagem no início da tarde, deixei as malas no corredor, tirei a roupa e me joguei na cama de qualquer jeito. Acordei com o gato me cobrando a hora do sachê com a casa toda escura. No celular, algumas dezenas de notificações com notícias de chegadas, saídas e fotos de recordação pareceram irrelevantes perto dessa mensagem que recebi dele, dizendo que está pensando em mim.

É quarta-feira de cinzas, à noite. Não sei que horas vou dormir de novo hoje porque estou a dias com o sono lindamente desregulado pelo carnaval. Diz-se quarta de cinzas porque é o dia de renascimento – que só restaram cinzas de nós depois de tanta correria é verdade, mas meu corpo ainda queima com as lembranças de tudo que fizemos durante os dias de festa. Enquanto ajeito as coisas, alimento o bichano e abro as malas, penso no moço amigo da mensagem e em tudo que rolou entre nós. Não que eu quisesse trazê-lo comigo, porque, além da minha experiência dizer que amor de carnaval não sobe serra, ele é um amigo distante, desses que a gente sente um amor de pica uma vez e fica nessas idas e vindas de pegação. Foi rápido como tinha que ser, e inesquecível. Depois de um banho e agora mais organizada, eu o respondo:

“Acordei agora, acredita?
Cheguei bem sim, também pensando em você...”

Logo em seguida, depois da primeira mensagem, a palavra “online” aparece embaixo de seu nome, e um frio na espinha também aparece rapidinho por aqui.

Ele me conta que também acordou faz pouco tempo de sua cochileta russa (o cochilo com hora de começar, mas com horário desconhecido para terminar) e que o voo atrasou. Conta da reação dos pais com os presentes que trouxe de viagem, da lua que está bonita em sua janela e do macarrão instantâneo que vai fazer para comer. Interajo a tudo com interesse, mas a conversa ganha outro tom quando mando uma foto de meu gato em que aparecem meus pés.

“O que você tá vestindo?”

“Nada, tô de toalha :)”

Respondo e sinto outro arrepio me visitar. E, sem pensar muito, vou para a frente do espelho e tiro uma foto do corpo queimado de sol enrolado na toalha branca.

“Tiraria essa toalha de seu corpo bem devagar para olhar tudo que não consegui ver com calma”

“Assim?”

Envio uma foto com uma das pontas soltas, mostrando só uma parte do meu quadril refletido no espelho.

“Lamberia cada centímetro dessas suas curvas”

Releio essas mensagens e, se fecho os olhos, lembro de sua língua em meu mamilo duas noites atrás, quando nos pegamos escondido no escuro do quintal na casa em que estava hospedado.

“Eu queria sua língua passeando por aqui. E você, tá vestindo o quê?”

Recebo como resposta uma foto sua com uma samba-canção de cetim coladinha ao quadril, de maneira que dava pra ver direitinho o contorno de seu pau.

“Passearia minha língua por cima da sua roupa mesmo, até encontrar um caminho para essa delícia que tá marcada aí embaixo”

Enquanto digito, me sento no sofá e aperto as coxas de leve, sentindo o peito queimar com o tesão de imaginar a cena. Por alguns instantes, depois de digitar, me transporto para os beijos que trocamos durante o bloco comigo de costas para ele, de forma que sentia seu corpo contra o meu e sua ereção roçando em minha bunda à medida que rebolava ao som do trio. Então, revejo a foto dele todo marcado pela cueca e, relendo minha mensagem, imaginei que sim, com certeza eu esfregaria minha cara nele inteiro, mesmo por cima da roupa – com a vontade de quem sabe bem aonde quer chegar. E, quase que instintivamente, me deito de barriga para baixo, colocando uma almofada entre as pernas, e começo a me esfregar, só despertando desse transe com a próxima notificação do celular: um vídeo.

Ele deslizava as mãos pelo pau, tocando uma punheta primeiro bem devagar, subindo e descendo, como se quisesse se exibir para que eu fizesse mentalmente o passeio que prometi. Depois, manteve movimentos rápidos, focados na glande, e deu para escutar perfeitamente um gemido.

“Quero gozar com você, também tô me tocando daqui”

Respondo e deixo o celular caído próximo ao sofá, de modo que, da posição em que estava, eu consigo enxergar a conversa aberta enquanto esfrego meus quadris, agora com força, na protuberância que arrumei de almofada e toalha.

Olho fixamente para a tela o tanto que pude, mas minha viagem interior é mais gostosa. Um passeio de lembranças descontroladas pelos nossos amassos, além de cenas que ia construindo ali na hora mesmo: minha cara se esfregando por aquele pau; o vai e vem que ele fazia pelas mãos foi virando a sensação de minha buceta subindo e descendo; nossos suores se misturando; o gemido do vídeo próximo ao meu ouvido.

Depois de algum tempo, gozo, e, ainda enquanto me esfrego, agora devagar, uma foto chega como resposta: sua porra escorrendo pelo pau e por entre seus dedos. Sinto todo o êxtase que corria pelo meu corpo durar ainda mais. Será que gozamos ao mesmo tempo?

Antes que ele me perguntasse “e você, o que tá acontecendo por aí?”, envio de volta um vídeo da minha vulva inchada, com o clitóris ainda pulsando, passeando os dedos e abrindo-a para mostrar como seu gozo também foi o meu e me molhou por aqui.

Permaneço deitada por alguns instantes, sentindo a preguicinha pós-orgasmo enquanto a resposta ao meu vídeo vem em forma de palavras, que agora me davam alguma vergonha alheia com o fim da excitação – quem nunca, né? Em seguida, apago as mídias enviadas, nos despedimos com a promessa de “quando quiser de novo, tô por aqui” e aproveito o sono, que eu pensei que não fosse chegar tão cedo de volta, tomar meu corpo e me fazer adormecer no sofá mesmo.

Sonhando com aquele corpo,

com aquele gozo,

e com o carnaval que passou.

 

 

 

 

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