Contos Eróticos
Você já viveu o momento exato em que a transa fica com gosto de “me come por trás”? Comigo é bem raro, mas acontece. Principalmente com Leo, um amante que surge na minha vida pelas entressafras de relacionamento.
Aconteceu da primeira vez enquanto transávamos numa noite chuvosa lá em casa. Estávamos os dois jogados no tapete da sala, trocando beijos com tanta intensidade que parecia que o mundo ia acabar. Usava uma blusa branca de dormir e uma calcinha fio dental pra provocar mesmo, dessas que a gente escolhe a dedo pra ser notada, sabe? Ele estava de calça jeans e sem camisa, revelando apenas parte da cueca meio de fora (e preta, do jeito que eu gosto). Combinamos dele ir lá em casa ouvir os últimos discos que tinha garimpado na feira de antiguidades – pura desculpa, mas a gente joga e joga!
Ele era um desses casos mal resolvidos que sempre voltam quando a gente termina um namoro e, gostava que fosse assim, furtivo, casual.
Eu só não imaginava que essa noite reverberaria tanto pelos meus próximos meses, invadindo minhas fantasias enquanto me tocava e, meus pensamentos enquanto tentava gozar com outros, perseguindo a mesma sensação.
Rolávamos pelo tapete devorando cada pedacinho do corpo um do outro, buscando prazer nos mínimos toques, com intensidade mas, sem pressa, como quem saboreia um prato favorito em seus mínimos detalhes. Comecei de brincadeira a rebolar por cima dele ainda enquanto estávamos vestidos, sentindo a textura de sua calça por cima da minha calcinha e me esfregando, para frente e para trás, enquanto fui me sentindo molhada, em transe a cada movimento dessa brincadeira.
Por quanto tempo mais aguentaríamos?
Quis pagar pra ver.
E acho que foi justamente isso que me fez querer mais e mais, ir além.
Virei de costas pra ele, deixando minha bunda empinada com o fio dental à mostra e segui rebolando, sentindo seu pau duro quase explodir o jeans. Com uma das mãos ele terminou de abrir o zíper e puxar a cueca pra baixo. Com a outra, me agarrou pelos cabelos enquanto se sentava impaciente, me puxando na direção da virilha num pedido mudo e que eu adorava: cair de boca.
Enquanto chupava até o fundo, sentia minha buceta pulsando, querendo engolir tudo que houvesse pelo caminho – suas coxas, seus dedos, seu pau, o mundo inteiro, que fosse!
E em uma das vezes que levantei a cabeça pra respirar entregue e salivando de desejo, puxei o seu corpo num abraço e caímos juntos, deitados no tapete. Agora a impaciência era minha: queria ele dentro de mim e queria logo!
Me virou de bruços, puxou minha calcinha pro lado e meteu num ritmo forte e constante. Senti como se nos fundíssemos, com nossas peles continuando uma na outra e nossos quadris colados, me empurrando contra o chão a cada metida e fazendo com que fosse impossível fugir de seu corpo e do peso do meu desejo. Enquanto me estocava até o fundo, sentia meu clitóris pulsar e também chegar à beira do orgasmo com o vai e vem da minha vulva contra o chão. Foi em uma dessas estocadas que ele escorregou de leve e, tentou meter atrás. E eu, que logo alertaria dizendo “buraco errado”, senti que continuar era a coisa mais certa a se fazer naquele momento.
Eu já havia feito anal outras vezes em um contexto programado, onde o racional falava primeiro, para atender um pedido, nunca assim, por vontade própria! Não afastei, não corrigi – muito pelo contrário, me empinei mais. Senti meu corpo tremer inteiro de desejo quando ele começou a forçar devagarinho, reconhecendo que a estratégia por ali era outra. Começou a alternar as tentativas com umas esfregadas de leve, fazendo com o pau um carinho na frente e atrás, na frente e atrás, na frente e...
Fui ficando cada vez mais louca, cada vez com mais vontade que ele comesse meu cu, vontade de estar nesse lugar de quem dá o cu e sentir tudo que pudesse. Quando entrou de vez, eu tive um lampejo: estava acontecendo porque eu quis!
Me entreguei ao seu deleite e a tudo que veio depois: a pressão das metidas que eram sentidas de alguma forma também pela minha buceta, ao peso do seu corpo, aos seus gemidos quase roucos, num estado de prazer que eu amava - o de ver outra pessoa gozar. E ele o fez com gentileza, tirando o pau e terminando de se tocar pra gozar na minha bunda. Sem perder tempo, aproveitei a memória fresquíssima e a sensação da porra escorrendo ali atrás e me toquei também, fazendo um montinho com as mãos e, de bunda pra cima mesmo rebolei pressionando o clitóris até também gozar.
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Perdi as contas de quantas outras vezes me toquei, lembrando dessa sensação.
Das transas que comecei achando que aconteceria o mesmo e terminei em mais do mesmo...
Das vezes em que gozei com outro fantasiando essa noite.
Até que me dei conta de que não perseguia o ato de dar o cu em si, mas o exato momento em que meu desejo, à revelia dos tabus, disse um grande sim.
Loren Kaíza
Óleo Sensações
Óleo íntimo com quatro ativos que entregam quatro sensações alternadas em uma só aplicação. Os Terpenos acalmam a mente. O Jambu faz vibrar em sensação de tremor suave. A Canela aquece em calor progressivo. A Hortelã refresca em contraste térmico. Uso exclusivamente externo.
Quero sentir