Pau amigo

HISTÓRIAS ERÓTICAS PARA MULHERES LIVRES. SE INSPIRE E DESPERTE A SUA IMAGINAÇÃO PARA SENTIR NA INTENSIDADE QUE VOCÊ DESEJA. CONTOS PARA GOZAR, SE DELEITAR. NA VIDA, NO QUARTO E NA CAMA.

Casal deitado em um gramado

Nos conhecemos em uma festinha de MPB, quando nossos corpos dançaram na direção um do outro e se agarraram, impulsionados por uma música dos novos baianos – aquela em que você fecha o olho e a menina ainda dança. 

A menina que existia em mim estava solta, leve e dizendo “sim” para o que me surgisse. Ele surgiu dançando no meu ritmo, risonho e faceiro. Tinha acabado de sair de um relacionamento longuíssimo e nosso “(a)caso” me surgiu como um respiro, um gole de vida (insira aqui o gole que sua imaginação mandar). 

Eu não queria dar satisfações detalhadas da minha vida, e nem ele da sua. Nosso combinado fora dos encontros era de trocarmos apenas mensagens de texto e um primeiro nome, que não importava se era ou não falso. Antes de transarmos, ele ouvia com atenção meus dramas com ficantes, as histórias engraçadas e tristes em que me metia com os caras e as meninas da faculdade, as crises existenciais. Também o ouvia me contar praticamente as mesmas coisas, só que com personagens e perspectivas diferentes – porque, no jogo de conquista, em uma cidade como a do Rio de Janeiro, parece que as histórias se repetem o tempo todo. Quando o assunto ameaçava acabar, a gente pegava um táxi para o mesmo motel na Glória, pedíamos um quarto e transávamos até a noite lá fora desaparecer com o raiar do dia. Depois, tomávamos café na padaria ou na feira, dependendo do dia, e cada um ia para a sua casa. Simples assim. 

Às vezes, trocávamos mensagem ainda de madrugada depois de algum encontro para desabafar, finalizar um tesão que ficou suspenso ou contar de uma noite boa. O desfecho era o mesmo: no motel da Glória, a gente vivia nosso amor (jamais mencionando esse nome).

Lembro dele com carinho e tesão – e agora mesmo, enquanto escrevo esse texto, se fecho os olhos, sinto os pequenos arrepios que a presença dele e o formato de seu pau me provocavam. 

Teve a vez que minha deixa para terminarmos a conversa e seguirmos para o motel foi tirar minha calcinha no bar mesmo, por debaixo da saia, e colocá-la em seu bolso.

Também teve a vez que comecei a passar a mão em seu pau ainda no táxi por debaixo do casaco, o que o deixou tão doido de desejo que me agarrou e começou a chupar meus peitos ainda no beco, próximo ao lugar que descíamos na Glória. 

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Nosso quarto exalava aquele cheiro meio péssimo de motel, mas nem percebíamos, distraídos com o cheiro um do outro. Os caminhos que seus beijos percorriam pelo meu corpo eram os mesmos, mas sempre diferentes, dependendo do nosso desabafo anterior: se eu reclamava que algum ficante meu beijava mal, ele me dava um beijo intenso e lento, desses que fazem brotar todo o nosso tesão; se ele reclamava de não se sentir desejado em alguma transa, eu o adorava como um deus, tirando sua roupa bem devagar e me ajoelhando para beijá-lo desde os seus pés; se alguma de minhas lingeries era ignorada, ele pedia para que eu a usasse no dia e a tirava com a boca, demorando bastante pelo caminho e me falando como eu estava gostosa. 

Foi com ele que eu descobri o que era um pau amigo e algumas das possibilidades de afeto e tesão que não existem apenas em um relacionamento monogâmico, e olha que são muitas! 

Guardo na memória o gosto de seu gozo e o cheiro de sua carne tomada pelo prazer do fim de nossas noites – em nossas noites sem fim. Ele foi o primeiro homem que me fez sentir à vontade para que me masturbasse em sua frente do meu jeitinho, sem performance e apenas por prazer: com a bunda para o alto, de bruços, me esfregando na coberta. Compartilhei essa cena como quem fala de um segredo: 

— Posso te mostrar como eu gozo sozinha? — disse, me ajeitando na cama, e ele fez que sim enquanto também se ajeitou para me assistir. 

Me esfreguei nas cobertas, fazendo uma protuberância com as mãos, e, com a bunda para o alto, segui com os movimentos que mais me davam prazer, em um caminho já conhecido. Ao meu lado, ele ficou apoiado nos cotovelos, me encarando e alternando os olhares entre meu rosto e minha bunda, que subia, descia e seguia de um lado para o outro até que eu explodisse de prazer, soltando uma espécie de gemido-suspiro.

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Enquanto assistia, além de me encarar, percorria as mãos pelas minhas costas, parando vez ou outra na nuca e puxando meu cabelo de leve. Sinto que ele foi o primeiro a me fazer sentir desejada me masturbando – e que bobagem sentir vergonha de compartilhar aquele momento até então! 

Também criei um especial interesse pelas suas punhetas e adorava quando ele me contava que tinha acabado de se tocar – mudava meu humor ler uma de suas mensagens falando como tinha acabado de gozar. 

Seguimos uns bons meses nessa dinâmica descompromissada e gostosa. Perdi as contas do quanto nos consolamos dos dates errados e, uma vez, até chorei, apaixonada por outro, em seu ombro. 

Não digo que deu errado só por não termos permanecido juntos. É que a vida vai acontecendo, e a nossa também seguiu para outros amores. Deu certo enquanto durou, lembro com carinho, e isso que importa.

Vivemos tão presas em uma única noção de amor que não percebemos que o amor também vive na realização de nossos corpos, mesmo que fora da monogamia.

Mesmo em um pau amigo.

Mesmo em um quarto sujo de motel.

A dança do amor é feita de muitos ritmos – e alguns deles não precisam mesmo de nomeações.

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