Cuckold

HISTÓRIAS ERÓTICAS PARA MULHERES LIVRES. SE INSPIRE E DESPERTE A SUA IMAGINAÇÃO PARA SENTIR NA INTENSIDADE QUE VOCÊ DESEJA. CONTOS PARA GOZAR, SE DELEITAR. NA VIDA, NO QUARTO E NA CAMA.

— Quero outro homem em nossa cama. 

Soltei essa frase como um desabafo um dia enquanto descansávamos de uma rapidinha de tirar o fôlego, na sala de casa. Estávamos deitados no tapete, os dois sem roupa, encarando o teto – e, naquele instante, com aquela minha pergunta, encarando também uma fantasia que, até o momento, era só conversa, brincadeira e papo solto ao pé do ouvido. 

Começou com uma confissão boba em uma noite de jogos aqui em casa com nossos amigos. Ele me disse que sentia tesão em me imaginar transando com outro homem, e, apesar da minha primeira reação ter sido questionar seu desejo por mim, entendi que era algo que transbordava tanto que ele queria se transportar para fora da cena e me assistir. Assim, vez ou outra, vivíamos esse faz de conta, primeiro fingindo que alguém nos observava no quarto. Depois, partindo para pequenas doses dessa realização: brincando de dupla penetração com um dildo, flertando com outra pessoa e contando os detalhes para ele, que ouvia a tudo atento, e até se masturbou um dia ouvindo um dos relatos. Ou até arriscando uns flertes presenciais, com um solteiro em uma casa de swing. Acontece que colocar esse plano em prática de fato requeria coragem. 

Aprendi com Bataille que, para vivenciarmos o erotismo, precisamos desses lapsos de coragem, dos segundos em que o desejo e o corpo falam mais alto. O erótico reside nos lapsos, nas brechas, nos desejos – e aqui estávamos, ambos conscientes, parceiros e corajosos ao dividirmos um com o outro nossas fantasias. O próximo passo estava logo ali, e, depois daquele meu desabafo na fresta de um pós-orgasmo, começamos a planejar como colocaríamos aquele desejo em prática.

Decidimos que nossa terceira pessoa seria alguém conhecido, de confiança, e ele se excitou bastante com a ideia de eu escolher um de seus melhores amigos, por quem eu já sentia algum desejo. A escolha por um amigo requeria deixar tudo às claras, e, dessa parte, ele cuidou. O restante ficou comigo: escolher a lingerie certa, preparar o ambiente, a música, e criar o clima com ambos. 

O Bruno era seu amigo de infância. Ouviu a proposta desde o início com atenção, sem julgamento, e, depois de uns dias pensando, topou participar da nossa brincadeira. Eu já sentia alguma atração por ele, que era alto, barbudo, pardo, cabelo curto cacheado e olhos castanho-claro. No dia combinado, meu marido me ajudou com todos os preparativos, entusiasmado, e foi ele quem recebeu o amigo na porta. 

Eu usava uma calcinha fio dental por debaixo de um vestido soltinho e curto. Cumprimentei-o com alguma normalidade, já que era hábito frequentar nossa casa, e conversamos sobre frivolidades enquanto ouvíamos o último disco de vinil raro que tinha comprado, colocando as novidades em dia. Quando a música acabou, me levantei para mudar o disco de lado e me abaixei de propósito, fazendo com que minha bunda aparecesse para os dois, marcada pelo fio dental. Por uns instantes, eles pararam de conversar, e um calor me subiu do ventre imaginando as caras que estavam fazendo, mas segui me fingindo de desentendida. Quando recoloquei a agulha no disco e a música voltou, eles pigarrearam e retomaram a conversa, os dois entre risadas. E, entendendo que aquela era uma boa brecha para criar um clima, voltei para o sofá e me sentei entre os dois, pedindo licença e abrindo espaço. Afinal, eles estavam ali para me dividir, não é? 

E, assim, entre os dois e entre nossas conversas, comecei a tocar de leve a coxa do Bruno enquanto conversávamos. Primeiro de leve, depois demorando mais os toques. Em um determinado momento, meu marido foi na cozinha e o encarei mais por alguns instantes, deslizando os olhos pela sua camisa entreaberta.

— Você não tá com calor? Fica à vontade, a gente tá aqui pra isso... — disse enquanto passei a mão de leve pelos seus pelos do peito, que saltavam por entre os botões.

Quando voltou da cozinha, ele pegou o final daquela minha fala e se sentou no tapete em nossa frente, como quem se prepara para assistir algo com muita atenção.

— É verdade, fica à vontade. Ela quem manda hoje... Aliás, façam de conta que não estou aqui. 

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Dizendo isso, parou de fazer a massagem que tinha começado em meus pés e se afastou um pouco mais. O lapso de coragem me correu um frio no estômago e apenas segui, puxando Bruno para um primeiro beijo, que, impaciente, já começou a desamarrar meu vestido, deixando as alças deslizarem e meus peitos ficarem à mostra. Adorei a impaciência e a atitude e, com isso, me sentei em seu colo, continuando os beijos e terminando também de desabotoar sua camisa. Enquanto fazia isso, senti a mão do meu marido levantando meu vestido e terminando de tirá-lo, me deixando, naquele momento, só de fio dental no colo do Bruno. Com esse movimento, o encarei por uns instantes e perguntei antes de seguir: 

— Tudo bem pra você, baby?

— Sim, tá bonito isso…

E foi assim que segui para o próximo passo: me ajoelhei, desabotoei a calça dele e comecei a chupá-lo, bem devagar, encarando meu marido vez ou outra, como se quisesse exibir o que estava fazendo. Enquanto isso, ele, que só assistia, também abriu sua calça e começou a se tocar de leve, superexcitado com a cena toda. 

Sempre fui apaixonada por gemidos masculinos, e provocar as primeiras expressões de prazer em outro homem na frente do meu marido me deixou super molhada. Enquanto o chupava, comecei também a me tocar. E, quando estava prestes a gozar durante a chupada – que, naquele momento, também estava super molhada com o pau duríssimo do Bruno –, parei, porque queria adiar aquele momento para que acontecesse da forma mais exibida possível: em cima dele. Procurei a camisinha ao nosso redor, que me foi dada já aberta, e a colocamos, ambos impacientes. 

Ele se ajeitou no sofá e me sentei de uma forma que, contrários à posição da televisão, éramos nós quem seríamos assistidos. No tapete em frente, meu marido nos observava, se tocando com mais intensidade ainda e com uma expressão absurda de prazer. Comecei a rebolar no meu ritmo, sentindo cada centímetro daquele pau subindo e descendo por entre minhas coxas, enquanto apoiei as mãos sobre seu peito. Seus olhos alternavam entre meu corpo e meu ventre, como quem estava extasiado com a cena em um desses olhares que, por si só, já te preenchem de prazer, sabe? A sensação de orgasmo retornou, e, quando comecei também a gemer baixinho, ele levantou as pernas e seguiu com a penetração, enquanto eu voltei a me tocar, ainda por cima. Com uma das mãos, ele segurou meus cabelos e seguiu me penetrando. Eu explodi com o rosto de lado, encarando meu marido, que também gozou com a cena, quase no mesmo momento que eu. 

O Bruno seguiu me penetrando por mais alguns minutos até também gozar, o que me rendeu mais alguns gemidos pela sensibilidade do final do orgasmo. E, em meio àquele prazer e catarse na brecha de uma amizade, na brecha de um relacionamento monogâmico e na brecha de uma sociedade que condena corpos livres para o prazer, estávamos os três sem saber o que dizer, só tomados pelas delícias que acabaram de acontecer. 

O erótico vive aí: na baguncinha gostosa dessas brechas. Bagunça que íamos fazer ainda mais, depois de uma água, uns minutinhos descansando e um carinho na pessoa que eu, naquele momento, amava ainda mais por ter dividido aquela fantasia comigo.

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