Amiga Colorida

HISTÓRIAS ERÓTICAS PARA MULHERES LIVRES. SE INSPIRE E DESPERTE A SUA IMAGINAÇÃO PARA SENTIR NA INTENSIDADE QUE VOCÊ DESEJA. CONTOS PARA GOZAR, SE DELEITAR. NA VIDA, NO QUARTO E NA CAMA.

Casal deitado em uma cama

Dizem que, antes de um mergulho mais fundo, é necessário tomar um ar e encher bem o peito. É assim que eu me sinto momentos antes de voltar para o quarto, onde me esperam minha melhor amiga, a Rafa, e meu marido, Edu – ambos na cama, já quase sem roupa. Se eu te disser que o caminho até essa realização foi fácil, estou mentindo. E, enquanto tomo fôlego para dar esse mergulho, só de calcinha e despenteada, me encarando no espelho do corredor, um filme se passa pela minha cabeça. 

Rafa sempre foi aquela amiga com o benefício de um beijinho ou outro, um selinho quando bebíamos ou um abraço mais sensual para provocar algum de nossos ficantes. Foi com ela que eu aprendi a flertar com mulheres. Também foi com ela que aprendi uma das tantas possibilidades de afeto e prazer para além das relações a dois. Meus namorados e os namorados dela já sabiam que ambas curtíamos meninas, e eles entravam em nossas vidas já entendendo que nossa conexão e tesão eram inevitáveis.

Quando conheci Edu, meu marido, ele se manteve lindamente aberto para nosso afeto, e seguimos trocando beijos, que eram acompanhados por ele com interesse, sim, mas com muito respeito, pois essa era uma dimensão da minha sexualidade. Acontece que, com o passar dos anos de casamento e com as nossas partilhas de fantasias, o desejo por um ménage começou a surgir. E nada mais justo do que tentar isso com alguém que confiássemos e por quem já nutríamos algum desejo: uma melhor amiga que já era colorida era a figura ideal!

Minha conexão com ela já existia, mas era necessário que essa conexão existisse também entre os dois. Para isso, depois de alguma conversa, providenciamos um jantar a três com carta branca para que eles flertassem à vontade. De início, assistir a essa cena me deixou um pouco confusa (efeitos de uma cultura de relacionamentos exclusivos e de posse). Mas, com o passar da noite, foi me subindo um tesão absurdo de assistir as minhas duas pessoas preferidas no mundo ali na minha frente, trocando risadinhas uma para a outra. Ao final daquele jantar, demos nosso primeiro beijo a três – primeiro ela em mim, se despedindo. Depois os dois, que foram acompanhados por mim com absoluta atenção. 

Depois que ela foi embora, tivemos uma transa deliciosa, deixando escapar a tensão que se acumulou entre nós três. E foi assim que decidimos o próximo passo: nossa cama estava muito grande, precisávamos dela ali para transbordar nosso desejo – amor de sobra a gente compartilha! 

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Me deparar com os dois conversando animados e só de roupa íntima me fazia pensar em como esse caminho tinha sido leve, e, se soubesse que assistiria a isso de forma tão natural, teria feito bem antes. 

Assim, depois de um respiro, me jogo na cama entre os dois, que assistem calados ao meu desfile. Olho para ambos, sem saber por onde começar, quando ele quem toma uma atitude em direção ao meu corpo, me beijando os pés, enquanto ela passa os dedos por entre meus cabelos, me fazendo um carinho cúmplice. À medida que ele sobe com os beijos dos pés para as pernas e para as coxas, fazendo uma pausa, prestes a tirar minha calcinha, ela me beija a boca enquanto se apoia nos cotovelos e, com a outra mão, me segura pelo queixo, me fazendo perceber que a sensação de ser beijada por duas pessoas ao mesmo tempo é tudo que eu tinha imaginado e mais um pouco. 

Antes de continuarem cada um em seus lábios preferidos, por cima do meu corpo, os dois também se beijam em uma pausa torturante. E, quando faço menção de me levantar para também tocá-los, sou interrompida e gentilmente empurrada de volta para a cama:

— Ow, não acabamos com você ainda, não… 

Com a mesma mão que me empurrou de volta, ela percorre meus peitos com um toque sutil delicioso, antes de dar beijinhos e as mordiscadas que me deixam louca. Enquanto isso, ele tira minha calcinha e a joga na direção de meu tronco, ficando por uns segundos agarrada em meio aos cabelos da Rafa, o que nos arranca risadas pelo gesto cafona. 

Daqui para frente, é um turbilhão de emoções. 

Enquanto ela me beija a boca ou apenas fica paradinha próxima ao meu rosto, Edu me chupa de um jeito delicioso, percorrendo a língua por todos os meus cantinhos. Meu gemido de prazer ganha um duplo significado com ela o escutando a essa distância e recebendo minha excitação ao pé do ouvido. Se gemo mais forte, ela enfia sua língua na minha boca ou me morde os lábios, acompanhando os movimentos de espasmo que se seguem pelo meu corpo. Quando o sinto me penetrando com seus dedos e os movimentos de meu corpo aumentam, denunciando o orgasmo que está por vir, ela me segura com mais força, agora pelos cabelos, em uma brutalidade deliciosa de sentir. 

Parece que nós três somos um só indivíduo – sem começo, meio e fim.

Parece que estamos flutuando. 

Parece que vou ganhar um beijo na boca no exato momento de gozar. 

Um beijo por cima e por baixo – até explodir. 

A onda depois do orgasmo é doce, assim como o mel que escorre da boca do Edu pela barba e que a Rafa lambe, me encarando e dizendo que é uma delícia sentir meu gosto. 

Se ela disse, eu acredito. Mas ainda há muito do que se deleitar por aqui hoje…

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